Histórico do periódico

Em julho de 1951, instituiu-se a Campanha Nacional de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (atual Capes - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Em dezembro de 1952, na primeira gestão do órgão - a do Professor Anísio Spínola Teixeira - criou-se o Boletim Informativo da Campanha Nacional de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, chamado também de Boletim da Capes.

Esse informativo mensal, que continha 12 páginas e fotografias, tinha caráter noticioso e não o de propagar artigos, estudos e debates. O seu objetivo era publicar dados, notícias e informações de interesse geral relacionados com o ensino universitário e com a cultura brasileira. Naquele contexto, não havia sistema de pós-graduação no Brasil. Havia uma revista que publicava estudos e debates em Educação - a Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos(RBEP) - editada pelo INEP, órgão dirigido por Anísio Teixeira.

Posteriormente, o Boletim da Capes ampliou para 30 páginas e foi estruturado em seções, das quais o Fórum de Opiniões fazia parte. No entanto, em dezembro de 1971, na direção de Celso Barroso Leite (1969 - 1974), após a edição n° 229, a publicação foi suspensa.

Entre 1981 e 1982, na administração de Cláudio de Moura Castro (1979 - 1982), duas publicações existiram e duraram aproximadamente um ano: o Informe Capes (informativo interno, que era fotocopiado) e o Capes Debates (boletim informativo).

Na década de 90, na gestão de Maria Andrea Loyola, criou-se o INFOCAPES - Boletim Informativo da Capes (julho 1993), de periodicidade trimestral, com espaço tanto para boletim, como para revista. No campo  Boletim, inicialmente, figuravam as seções: Capes informa, Capes responde e Mercado acadêmico. No campo Revista, haviam as seções: Estudos e Dados, Opinião e Documentos. Com a responsabilidade editorial da Coordenação de Estudos e Divulgação Científica e a colaboração da Coordenação de Comunicação e Divulgação, o INFOCAPES alcançou dez anos de existência, sendo seu último número publicado em dezembro de 2002.

Marcando uma nova fase, em julho de 2004, sob a presidência do Prof. Jorge Almeida Guimarães, a Revista Brasileira de Pós-Graduação (RBPG) foi lançada e teve o seu projeto editorial desenvolvido a partir de uma seleção pública.  O seu objetivo foi a difusão de estudos, pesquisas e documentos relativos à educação superior, à ciência e tecnologia em geral e, em particular, à pós-graduação. Desde então, a revista mantém o seu foco temático na pós-graduação stricto sensu, com qualidade científica alicerçada na avaliação por pares e respaldada por um Conselho Editorial e um Comitê Científico.

Atenta às mudanças pelas quais passa o Brasil, a RBPG vem readequando seus objetivos e atividades, a fim de conquistar importância e visibilidade nas discussões sobre a pós-graduação, mediante o aprimoramento de suas publicações. Nesse sentido, o Conselho Editorial e o Comitê Científico passam a contar com pesquisadores internacionais entre seus membros; a revista adquire nova identidade visual, mediante projeto editorial aprovado em concurso público realizado em 2010; as edições temáticas ganham espaço para o aprofundamento de reflexões e debates sobre temas candentes, nacional e internacionalmente, e afetos aos atuais desafios da pós-graduação.

A RBPG vem crescendo em importância como um veículo de divulgação da produção científica nacional, voltado para análise da pós-graduação, abrangendo os seus programas e peculiaridades, as políticas relacionadas e suas articulações com a graduação, a educação básica, a ciência, a tecnologia e a inovação. 

A partir de 2014, a RBPG passou a receber contribuições autorais e pode ser acessada virtualmente por sua página na internet. Além disso, os artigos da RBPG estão indexados em importantes bases digitais de informação científica e dispõem de identificação digital (DOI). Mais esforços estão sendo envidados no sentido de conferir à revista uma posição de maior relevância em âmbito nacional e de repercussão também no ambiente internacional.