Rumos para a formação de ecólogos no Brasil

Rogério Parentoni Martins, Thomas Michael Lewinsohn, José Alexandre Felizola Diniz-Filho, Francisco Ângelo Coutinho, Gustavo Alberto Bouchardet da Fonseca, Maria Auxiliadora Drumond

Resumo


O país avançou consideravelmente na formação de novos ecólogos, na produção científica de relevância internacional, na formulação de políticas ambientais e de uma legislação favorável ao desenvolvimento sustentável. Apesar disso, em locais onde há alta diversidade em espécies, tais como as regiões amazônicas, cerrado e semi-árido brasileiros, empreendimentos agropastoris e outras atividades econômicas e industriais de ampla escala têm resultado na redução considerável de ecossistemas e habitats naturais para muitas espécies, das quais a vasta maioria ainda não foi satisfatoriamente estudada, quando não é taxonomicamente desconhecida. É muito importante publicar artigos de relevância e alcançar o conseqüente reconhecimento internacional, porém é de importância semelhante discutir as conseqüências do aumento da magnitude de nossos problemas ambientais e propor a adoção de procedimentos efetivos para transformar essa realidade indesejável. As formas pelas quais isso poderia se realizar incluem o fomento em nossas pós-graduações de fóruns permanentes de discussão sobre esses problemas, a busca de alternativas realistas para sua solução em curto, médio e longo prazos, e a luta para que essas alternativas sejam explicitamente incorporadas ao rol de políticas públicas ambientais que efetivamente se concretizam.


Palavras-chave


Desenvolvimento da ecologia brasileira. Formação de ecólogos. Políticas públicas ambientais.

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DOI: http://dx.doi.org/10.21713/2358-2332.2007.v4.118